<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-26187235</atom:id><lastBuildDate>Fri, 27 Nov 2009 12:30:50 +0000</lastBuildDate><title>work in progress</title><description>dos percursos interiores que nos ficam das degustações externas</description><link>http://winprogress.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Ana_P)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-115119686640709579</guid><pubDate>Sun, 25 Jun 2006 00:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-29T14:21:04.100Z</atom:updated><title>Condição humana</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/tortoise.jpg" alt="Harriet" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A angústia de não ser &lt;a href="http://kontratempos.blogspot.com/2006/06/humanidade-em-carapaa.html"&gt;Harriet&lt;/a&gt; (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1830-2006&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-115119686640709579?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/06/condio-humana.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-115038915552567712</guid><pubDate>Thu, 15 Jun 2006 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-08-28T22:18:03.756+01:00</atom:updated><title>M.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci o M. há dois dias, num jantar de amigos comuns. Casualmente ficámos sentados perto um do outro e casualmente, também, lá fomos trocando algumas conversas casuais.&lt;br /&gt;Não tivemos nenhuma daquelas conversas filosóficas que nos fazem mudar o sentido da vida, nem lançámos frases mágicas que nos ecoarão nos ouvidos para toda a eternidade... Simplesmente deixámos as cerejas fluir com as garfadas fáceis que surgiram do seu sorriso aberto.&lt;br /&gt;Um dos temas de conversa foi aquilo a que poderíamos chamar o "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt;" dos nomes. O M. contou-nos que quando quis registar o seu nome na Sociedade Portuguesa de Autores com o sobrenome do meio substituído apenas pela inicial não pôde fazê-lo porque já existia um igual e, por isso, teve que adoptar como "nome artístico" o seu nome completo. Foi uma pena, disse a I., porque existem estudos que demonstram que os nomes dos Autores abreviados ficam mais facilmente no ouvido. E seguiu-se a lista: J. K. Rowling, J. R. Tolkien... e outros tantos que agora não vêm ao caso.&lt;br /&gt;Logo ali, não resisti em discordar e em dizer que esses estudos só podiam valer nos Estados Unidos, onde ler mais de duas letras seguidas já é uma maçada. Em Portugal, não haveria de ser tanto assim. Além do mais, dizia eu, o nome assim dito só com uma inicial fica impessoal, descaracterizado, deixa ficar para trás parte da memória daqueles que nos trouxeram até aqui. O M. concordou comigo. E lá avançámos para outras cerejas...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Quando a notícia chegou hoje não sei contar quantas vezes olhei para as palavras para perceber que aquelas letras todas juntas significavam precisamente aquilo que estava ali escrito à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O M. morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sentimentos tão físicos que parece impossível que não existam palavras para descrevê-los... &lt;br /&gt;É mais do que a dor que arde só de tentar imaginar - sem nunca lá conseguir chegar - o que possam estar a sentir aqueles que o amavam, que tinham nele o centro das suas vidas; mais do que a incredulidade de ver uma pessoa que nos acaba de entrar na vida a sair porta fora, de uma rajada; mais do que a incapacidade de perceber como é que é possível que uma pessoa que ontem estava tão bem hoje simplesmente já não esteja... &lt;br /&gt;É mais do que tudo...&lt;br /&gt;É a constatação tão cruelmente básica de que, ao fim e ao cabo, rodados que estejam todos os segundos, de nada nos valerão o peso dos nomes, das histórias e das memórias... na hora fatal, aos olhos da morte, não mais seremos que M.'s, F.'s ou C.'s, somados a tantos pontos de tantas outras letras que a morte continuamente carrrega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E todos, sem qualquer excepção, T-O-D-O-S, poderemos sê-lo daqui a precisamente um segundo!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto dito assim, com a crueldade do que foi a morte do M. é assustador, sim senhor, mas é também, afinal de contas, a lição de vida mais lúcida que alguém nos pode dar: a demonstração de que nada justifica que gastemos cada um dos preciosos segundos de vida que ganhamos a carregar de negro as letras dos nomes que se cruzam connosco.&lt;br /&gt;Eu, por mim, sei que vou andar os próximos dias a pensar, sempre que me cruzar com alguém: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;e se amanhã, eu ou tu, formos já apenas uma letra com um ponto?&lt;/span&gt;"... E sorrirei com mais vontade ainda, sôfrega por descobrir, num segundo, todas as cores que as letras para lá do ponto tiverem para revelar; consciente do perigo que é adiar todos os amores!&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Mal sabia eu, quando me despedi do M., com um verdadeiramente sincero: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;foi um prazer&lt;/span&gt;" que, ao fim e ao cabo, aquelas cerejas sempre me ficariam a ecoar no ouvido, até à hora do meu segundo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-115038915552567712?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/06/m.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114943081706755023</guid><pubDate>Sun, 04 Jun 2006 14:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-06-13T11:37:50.590+01:00</atom:updated><title>Moral Natural</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/POM_JUN_06_pom_enlarge.jpg" alt="Moral Natural" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 1.3em;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;© &lt;a href="http://www.matebence.hu/"&gt;Bence Máté&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flight Fight&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Two herons fight over a fish snatched from a hole in an ice-covered lake in Pusztaszer, Hungary. Neither bird won. During the quarrel the fish fell to the ice, and another hungry heron snagged the catch. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114943081706755023?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/06/moral-natural.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114764269923856489</guid><pubDate>Sun, 14 May 2006 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-07-26T21:18:22.316+01:00</atom:updated><title>L'amor</title><description>&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="L'amor" hspace="8" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/Amor.jpg" border="0" align="left"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desenho-te os lábios nas pontas dos dedos, ao ritmo lento da certeza de que o Espaço e o Tempo estão todos aqui, concentrados entre a sombra rectilínea do teu queixo e a luz clara dos teus cabelos. De olhos fechados, deixas-te guiar pelo meu afago, abrindo, à minha passagem o teu sorriso.&lt;br /&gt;O teu sorriso… Prisão libertadora.&lt;br /&gt;Não te amo pelo que sabes, pelo que dizes, pelo quanto encantas todos à tua volta. Pelo que dizem de ti. Pelo que sei de ti e pelo que quero ainda descobrir. Amo-te tão só por tudo quanto trazes no sorriso que me devolveste naquele dia em que o Mundo inteiro havia combinado esmorecer, descer às trevas e fechar todos os lábios.&lt;br /&gt;E eu tenho tão pouco… tudo é nada… para te dar a ti. Não sei sorrir sorrisos como os teus. Não sei dizer a profundidade de palavras como as tuas. Não sei ser deslumbrante, interessante, especial e cativante como tu. Só sei gostar de ti… Toda a minha vida, toda a minha existência sempre só soube gostar… amar… tantas vezes demais…&lt;br /&gt;E como te amo agora a ti, ó meu sorriso-luz, estrela maior e única de um Mundo que vive tão encantado com a noite que se afoga e confunde nela.&lt;br /&gt;Gosto de te olhar nas tardes como a de hoje, sol a beijar a lua, sobre uma areia branca como nós. Nós, mão dada num passeio iluminado por esse sorriso… sempre o teu sorriso, que me devolveu ao Universo e à Vida, reflectido em mim…. Em mim que caminho lado a lado contigo, junto ao mar, olhando distraída a sombra de nós que o sol nos oferece. Sim! Reparo, sim, que é só uma a silhueta negra no chão. Mas não faz mal!... Sabem-me sempre bem as palavras de amor! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114764269923856489?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/05/lamor.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114753597844069773</guid><pubDate>Sat, 13 May 2006 15:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-13T18:31:15.810+01:00</atom:updated><title>Regras básicas de sobrevivência</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Espaço ausente" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/P5060113.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;© HOST (06.05.2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ver se não me esqueço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não regressar aos lugares onde fomos felizes.&lt;br /&gt;2. Não habitar na casa onde vivemos felizes.&lt;br /&gt;3. Não ouvir as músicas que escutámos felizes.&lt;br /&gt;4. Não frequentar os amigos que nos viram felizes.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;∞. Não ser feliz!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114753597844069773?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/05/regras-bsicas-de-sobrevivncia.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114745322243447796</guid><pubDate>Fri, 12 May 2006 16:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-12T18:26:46.726+01:00</atom:updated><title>Narciso</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="Narcissus" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/Narciso.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.3em;font-size:78%;" &gt;Narcissus&lt;br /&gt;Galeria Nacional de Arte Antiga, Roma, 1598-99&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;©Caravaggio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era tanto tão só ele que apenas se lhe conheciam dois tipos de relações amorosas:&lt;br /&gt;- aquelas que estabelecia com os reflexos de si que via nos outros e&lt;br /&gt;- aquelas em que se deslumbrava com o fascínio-paixão por si que adivinhava nos olhos alheios.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Pobre homem, que morreu sem conhecer o Amor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114745322243447796?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/05/narciso.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114714109479842012</guid><pubDate>Tue, 09 May 2006 01:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-09T03:35:57.813+01:00</atom:updated><title>Rugas</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="As minhas mãos" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/Mo.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;© &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.altphotos.com/Gallery.aspx?&amp;a=MemberGallery&amp;amp;memberid=1030"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sabine L&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais do que as da face, sinto um particular carinho pelas minhas rugas das mãos: cábulas de sabedoria, em mim presentes, mesmo na ausência de todos os espelhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114714109479842012?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/05/rugas.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114675189865653124</guid><pubDate>Fri, 05 May 2006 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-05T03:31:46.803+01:00</atom:updated><title>Verdes Anos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O grande desafio desta Tela, o mais exigente e mais complexo de todos, é o de conseguir conservar, apesar de todas as desilusões e de todas as evidências da falta de fundamento da fé na bondade dos seres humanos, o sorriso aberto, a pureza pueril, a entrega despudorada e a capacidade ilimitada de sonhar dos verdes anos... até ao esvaecer dos dias.&lt;br /&gt;Porque afinal, não há maioridade mais autêntica do que aquela que assume a vida com a simplicidade da infância.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114675189865653124?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/05/verdes-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114650345365218763</guid><pubDate>Mon, 01 May 2006 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-01T18:24:01.763+01:00</atom:updated><title>1 de Maio</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/memory.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.3em;font-size:78%;" &gt;A Desintegração da Persistência da Memória&lt;br /&gt;© Salvador Dali (1952)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Le temps est un grand maître, dit-on. Le malheur est qu'il tue ses élèves.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.3em"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;© Hector Berlioz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viro a página da agenda, suavemente, como que a saborear o momento. Seguro, numa carícia, a fita acetinada que vai percorrendo o caderno ao ritmo dos dias. Salto a folha de notas que separa um mês do outro e que deixo religiosamente em branco, ficção de pausa no escorrer das horas. E chego aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;Segunda-feira, 1 de Maio de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho pelas agendas um fascínio especial. Pelo conteúdo que trazem em si ainda antes do passar dos dias, também, não o nego. Gosto de me perder nos quadros com que a Taschen nos invade, de me revisitar no cenário de férias terminadas, de evoluir com as citações que os Missionários nos propõem, de apreender datas, acontecimentos, episódios de histórias passadas em dias futuros ... Há nessas agendas, as de dias já cheios, a segurança aconchegante de que nenhuma página ficará em branco, nenhum dia num vazio de pensar.&lt;br /&gt;Mas é mais do que estético este fascínio pelas agendas...&lt;br /&gt;Fascina-me a metáfora destas páginas onde o Tempo vem marcado sempre de modo igual: &lt;em&gt;segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado, domingo, segunda-feira, terça-feira&lt;/em&gt;... Sempre as mesmas linhas incolores, sempre o mesmo espaço em branco, margem em cujo leito poderão correr todas as palavras que ali quisermos deixar... sempre a recordar-nos que o Tempo é mesmo isso: critério da fronteira onde actua a nossa liberdade, limite onde podemos exercer ilimitadamente a nossa vontade.&lt;br /&gt;Fascina-me este cheiro a esperança no virar da página a cada novo dia, convite quotidiano à reinvenção, submersão dos compromissos passados na alvura das infinitas possibilidades que nos abrem estas linhas por escrever.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;Segunda-feira, 1 de Maio de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passo os dedos suavemente pela página em branco.&lt;br /&gt;Mais um mês! Mês de Maio!... Tantos significados, tantas cores e tantas linhas escrevi já eu em tantos Maios exactamente iguais a este que se estende vazio à minha frente nas páginas que agora afago.&lt;br /&gt;Talvez nas minhas impressões digitais adivinhe já, a agenda, as frases, as cores, os sentidos, que ali estarão por escrever. Por isso me fascina esta agenda... &lt;em&gt;et pourtant&lt;/em&gt;... me angustia... angústia-metáfora da ignorância dos reflexos que, a partir deste dia, guardarão de mim as suas linhas...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Com que letras se escreverão as páginas dos meses&lt;br /&gt;que já não são os nossos?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114650345365218763?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/05/1-de-maio.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114592634091092785</guid><pubDate>Tue, 25 Apr 2006 14:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-25T17:04:55.183+01:00</atom:updated><title>Mulher em Branco</title><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.fnac.pt/produto.aspx?catalogo=livros&amp;categoria=literaturaLinguaPortuguesaLusofona&amp;amp;produto=9789722029971" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Mulher em Branco. Por Rodrigo Guedes de Carvalho" hspace="6" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/107766_1.jpg" align="center" vspace="6" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Uma criança desaparece. Estava à guarda do pai. O choque da notícia atira a mãe para um abismo de amnésia. Sem memória, é incapaz de chorar um filho que não sabe que tem.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Como podemos continuar a viver se caminhamos vazios?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E há um homem que arranja uma amante enquanto visita a mulher no hospital. Ladrões que roubam cinzas de uma morta. Há as maldades desumanas do amor, um sopro pérfido que o diabo sussurra aos ouvidos. Em fundo, a irracional violência do divórcio. A bestialidade das palavras que atiramos uns aos outros como pedras. Uma mulher que espera ainda e sempre, à janela. &lt;span style="color:#666666;"&gt;Porque o coração é um bicho e não ouve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E uma pergunta a que não se ousa responder:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#58a;"&gt;Para onde vão os amores que foram um dia?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;... e, apesar de não ousar a resposta, todos os dias se ajoelha perante a sua memória, sussurrando-lhe um &lt;em&gt;Requiem&lt;/em&gt; com a mesma Fé com que o disse já aos seus mortos.&lt;br /&gt;Afinal, se se curvou já perante tantos corpos inertes, com a certeza de que a alma continuaria a existir para além daquele momento, como poderia não acreditar na Eternidade dos sentimentos, se de sentimentos, tão só de sentimentos, se alimentam as almas imortais?&lt;br /&gt;E com mais fervor do que aos corpos, dedicava agora, ao seu "&lt;em&gt;amor que fora um dia&lt;/em&gt;", as palavras que a todos nos estão destinadas como palavras finais... talvez primeiras:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;In Paradisum deducant te Angeli;&lt;br /&gt;in tuo adventu suscipiant te Martyres,&lt;br /&gt;et perducant te in civitatem sanctam Jerusalem.&lt;br /&gt;Chorus Angelorum te suscipiat,&lt;br /&gt;et cum Lazaro quondam paupere,&lt;br /&gt;aeternam habeas requiem.&lt;/span&gt;*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.2em;font-size:78%;" &gt;*Levem-te os Anjos ao Paraíso / À tua chegada te acolham os Mártires / E te conduzam à cidade Santa de Jerusalém. / O Coro dos Anjos te receba, / E com Lázaro, outrora pobre, / Tenhas um descanso eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114592634091092785?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/mulher-em-branco.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114589799845746762</guid><pubDate>Mon, 24 Apr 2006 16:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-25T16:28:31.380+01:00</atom:updated><title>Forget my fate</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Se a vissem agora, neste preciso momento em que, de olhos semicerrados, se deixa cair para trás na cadeira, talvez a julgassem finalmente rendida ao peso do sono, adormecida sob todos os cansaços. O espaço inteiro vazio de sons, nem o vento se ouve ali, brisa nenhuma no Lugar do Nada onde agora habita. Só ela e a face imperscrutável do silêncio…&lt;br /&gt;E a melodia…&lt;br /&gt;Já o escrevera antes: “&lt;em&gt;não há nenhum olhar que esteja vazio por dentro&lt;/em&gt;”… também não há silêncio algum onde não habite uma música!... Não, pelo menos nela, onde a música se confunde com a própria respiração, invadindo-a ininterruptamente em compassos espiralados de vida e dor…&lt;br /&gt;… Inspiração…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;When I am laid in earth,&lt;br /&gt;may my wrongs create&lt;br /&gt;No trouble in thy breast.&lt;br /&gt;Remember me,&lt;br /&gt;but ah! &lt;span style="color:#58a;"&gt;&lt;strong&gt;forget my fate&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;… Expiração…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de sonhar que as teria que saber dizer, já estas palavras lhe soavam como a mais genuína materialização do Amor alguma vez conseguida. As filosofias todas, todas as concepções, definições ou teorias que o Homem desde que o é ensaia sobre o Amor, ali desconstruídas, todas ali reunidas, naquelas simples três palavras:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#58a;"&gt;forget my fate.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo menos, é assim que as lê. É assim que as ouve ditas a Eneias, por uma &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/alabaster/A425909" title="Sinopse da ópera Dido e Eneias"&gt;Dido&lt;/a&gt; sucumbida perante a fragilidade de um Amor que julgava eterno, uma Dido que, na hora cruel da sua queda, arranca ainda forças para cuidar do seu Amante e pedir-lhe que, esquecendo o seu Destino, esquecendo a sua dor, siga o seu Percurso &lt;em&gt;with no trouble in his breast&lt;/em&gt;, afagado apenas com a serenidade que lhe fica das boas lembranças.&lt;br /&gt;É ali, naquelas palavras de Dido, na negação inteira de si mesma, que está a essência toda do Amor!&lt;br /&gt;Se fora meramente terreno o amor de Dido, temeroso como o de Eneias, tão só o encanto pelo reflexo de si no outro, a habituação aos seus sorrisos, o aconchego da sua carne, então Dido ter-se-ia ficado pelas palavras de desilusão que não conseguiu evitar:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Thus on the fatal banks of Nile&lt;br /&gt;Weeps the deceitful crocodile,&lt;br /&gt;Thus hipocrites that murder act&lt;br /&gt;Make heav’n and gods&lt;br /&gt;The authors of the fact**&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas há mais do que isso em Dido. Mais forte do que esse amor dos dias úteis, que se esvaneceria em palavras de crueldade perante aquela dor insuportavelmente superior a todas as dores que alguma vez julgara poder vir a sentir; mais forte do que ela própria, é aquele Amor que, mesmo quando a esvazia de vida, lhe dá ainda alento para lançar a mão sobre a cabeça de Eneias, num gesto que é quase bênção, e pedir-lhe que viva em Paz… que esqueça todo o seu sofrimento e viva em Paz!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;forget my fate&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arte em estado puro esta concretização da volatilidade que o Amor sempre é na materialidade destas três palavras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim as ouvira sempre, àquelas palavras escritas à distância de quatro séculos para serem hoje tão só representadas, tão só saboreadas, que no Século XXI já ninguém fala a cantar… já ninguém morre de Amor!... Vive-se tão só a rotina dos dias, círculos sempre iguais de palavras compradas e abusadas nos centros comerciais, recados à pressa por sms, contas para pagar, filhos para criar… e se não resultar? Deixa-se ficar! Amar é já só “&lt;em&gt;seguir o coração&lt;/em&gt;”… intuição… abrir e fechar portas como quem abre e fecha livros da Susanna Tamaro &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sem desprestígio para a senhora, claro está, que não há livros melhores nem piores, há é estados de espírito-leitor diferentes… conforme os dias, nuns casos… ou conforme os preconceitos, noutros, tão facilmente encontráveis!)&lt;/span&gt;…&lt;br /&gt;Segue-se o coração, pensava, e grita-se muito, fazem-se escândalos às portas dos Tribunais, enviam-se mensagens, telefona-se, diz-se “&lt;em&gt;nunca mais serás feliz!&lt;/em&gt;”… odeia-se... e, em desespero de causa, quem sabe, chama-se até a TVI!... O amor todo que se dizia estatelado na praça pública de uma raiva que nem sequer se tenta conter…&lt;br /&gt;Sinais dos tempos, pensava…&lt;br /&gt;E assim pensou, até àquela noite em que, ao som dos címbalos de tempestade que se abateram sobre si, ouviu dizerem-se sozinhas, da sua boca, as exactas palavras de Dido:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Remember me,&lt;br /&gt;but ah! forget my fate.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca saberá contar que forças a fizeram pedir, com tanta calma e serenidade, àquele Ser, a quem se entregara inteira, que recordasse tão só de si o que de bom havia e lhe desejasse, mão sobre um ombro que já não era seu, a “Paz”, tão só a “Paz”…&lt;br /&gt;Talvez os Cúpidos que recolheram Dido do seu túmulo um dia o possam explicar!&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;Escorregara da cadeira até ao chão. Se a vissem agora, ali sentada, corpo fechado sobre si mesma, como os olhos, talvez a julgassem finalmente adormecida… em silêncio… talvez em Paz…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#999999;LINE-HEIGHT: 1.2em"&gt;*Quando jazer na terra,/ que os meus erros não/ perturbem o teu peito./ Recorda-me,/ mas esquece o meu destino.&lt;br /&gt;**Assim como nas fatais margens do Nilo/ chora o enganoso crocodilo,/ assim os hipócritas que assassinam/ fazem do céu e dos deuses/ autores do crime.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114589799845746762?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/forget-my-fate.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114581306812973522</guid><pubDate>Sun, 23 Apr 2006 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-23T19:07:16.150+01:00</atom:updated><title>Ainda a Festa da Música</title><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Haendel" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/handel.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabo de ouvir, na Antena 2, a transmissão em directo do concerto "&lt;em&gt;O Messias&lt;/em&gt;". Mais de duas horas de puro êxtase em que à genialidade de uma das mais grandiosas oratórias de todos os tempos se aliou a perfeição da interpretação de&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;LINE-HEIGHT: 1em;"&gt;&lt;a href="http://www.hyperion-records.co.uk/artist_page.asp?name=gritton"&gt;Susan Gritton &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1em;font-size:78%;" &gt;(soprano)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.kielland.no/"&gt;Marianne Beate Kielland &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1em;font-size:78%;" &gt;(meio-soprano)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.samlingfoundation.co.uk/alumni/thomwalker.html"&gt;Thomas Walker&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1em;font-size:78%;" &gt;(tenor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hyperion-records.co.uk/artist_page.asp?name=wilson-johnson"&gt;David Wilson-Johnson &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1em;font-size:78%;" &gt;(baixo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rias-kammerchor.de/"&gt;RIAS-Kammerchor &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.akamus.de/"&gt;Akademie für Alte Musik Berlin &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rias-kammerchor.de/content/e75/e120/index_eng.html"&gt;Daniel Reuss &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1em;font-size:78%;" &gt;(direcção)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei - porque não os ouvi a todos - se foi ou não, como diziam os comentadores da rádio que me tem ligado ao Mundo, &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; concerto da &lt;em&gt;Festa da Música&lt;/em&gt;, mas uma coisa é certa: no fim de concertos como estes, dúvidas não podem restar de que Deus existe mesmo e esteve ali, tanto durante os 23 dias em que Händel compôs esta Obra-Prima como hoje, naquelas vozes e naqueles instrumentos! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114581306812973522?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/ainda-festa-da-msica.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114566806390674948</guid><pubDate>Fri, 21 Apr 2006 23:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-24T14:22:35.270+01:00</atom:updated><title>Pleonasmos</title><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.ccb.pt/ccb/cgi-bin/festamusica2006/index.html" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Festa da Música 2006" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/FMusica2006.jpg" align="center" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Festa da Música&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Harmonia das Nações&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois podia continuar, por aí fora: linguagem universal, Babel desconstruída, Alegria, Paz, Sublimidade... Perfeição... Tudo num jogo circunloquial de palavras a quererem definir a mais volátil - e, talvez por isso, mais divinal - das criações humanas: a música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Como se a música não fosse já uma Festa!&lt;/span&gt;... cada nota um acontecimento, saboreado como Alimento, pela alma que se eleva com o fluir dos compassos; irmãos os dois: música e alma, pairando num plano onde nunca as palavras saberão chegar, no ritmo certo dos enlevos, em colcheias flamejantes de sentires, &lt;em&gt;allegro troppo&lt;/em&gt;... &lt;em&gt;molto troppo&lt;/em&gt;... até ao acorde maior do Êxtase da descorporização, da desmaterialização, geografias, corpos e sentidos todos arrebatados por um som que nos invadiu para gerar Vida muito mais plena do que aquela que os olhos das vidas terrenas nos permitem apreender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por isso, é mais que Festa &lt;a href="http://www.ccb.pt/ccb/cgi-bin/festamusica2006/index.html"&gt;o CCB por estes dias&lt;/a&gt;, é &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Banquete&lt;/span&gt;! Jornada inigualável que tanto nos sacia a &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;sofreguidão&lt;/span&gt; do enlevo como nos desperta desejos ainda maiores de subida... A meio da manhã, já depois de dois concertos, com cinco ou seis ainda pela frente, já não é no CCB que estamos, nem em Lisboa, nem em Portugal, estamos talvez em nós, talvez na música... os dois tão fundidos um no outro que não lhes destrinçamos os limites... e lá vamos, concertos fora, de mesa em mesa, sorvendo cada nota, cada nova forma diferente de ascender ao inefável, num percurso faustoso de luxúria que estenderá os seus ecos pelo ano inteiro até ao novo Banquete!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, René Martin serve-nos como menu os compositores barrocos: Bach, Handel, Telemann, Purcell, Vivaldi, Carlos Seixas e Francisco António Almeida... A "&lt;em&gt;Harmonia das Nações&lt;/em&gt;"...&lt;br /&gt;Novo circunlóquio... &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;como se houvera outro modo de Paz&lt;/span&gt;, consensualidade, entendimento, serenidade mundial &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;que não a musical&lt;/span&gt;! Como se não soasse, em cada momento das nossas "&lt;em&gt;pazes interiores&lt;/em&gt;" uma melodia!... Como se outro modo existisse de reunir as Nações todas do Mundo... e mais do que isso... as suas almas todas, num manjar por todos perceptível, por todos admirado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há Harmonia que não seja Música... não há Música que não seja Festa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é tão pleonástico chamar-lhe "&lt;em&gt;Festa da Música&lt;/em&gt;"! Rodeios de palavras quase tão sinuosos como os volteios cruelmente &lt;em&gt;des'harmoniosos&lt;/em&gt; desta Pauta que me está destinada, que me impediram que, este ano - este ano dedicado a alguns dos meus compositores predilectos -, me sente nas cadeiras do CCB para daí partir para o encontro de mim, ao som das interpretações que adivinho já geniais de tantos virtuosos que por ali passarão e entre os quais merecem destaque, por predilecção pessoal, &lt;a href="http://www.thetallisscholars.co.uk/"&gt;&lt;em&gt;The Tallis Scholars&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;Resta, porém, em mim, a &lt;em&gt;harmonia&lt;/em&gt; de saber que, ao menos, poderei sentir ainda o travo do festim através da transmissão directa que a &lt;a href="http://programas.rtp.pt/EPG/radio/epg-dia.php?canal=2&amp;ac=d&amp;amp;sem=e"&gt;Antena 2&lt;/a&gt; fará, durante este fim-de-semana, da &lt;em&gt;Festa da Música 2006 - A Harmonia das Nações&lt;/em&gt;... Babel desconstruída... Perfeição...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114566806390674948?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/pleonasmos.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114540757566684693</guid><pubDate>Tue, 18 Apr 2006 22:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-19T04:51:11.763+01:00</atom:updated><title>Dia do Património</title><description>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.3em"&gt;&lt;strong&gt;Sé Velha de Coimbra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Aqui, onde estas pedras marteladas&lt;br /&gt;Em forma de esconjuro e alçapão,&lt;br /&gt;De estátuas e colunas disfarçadas,&lt;br /&gt;A luz me prometeram com o pão;&lt;br /&gt;Aqui, onde o silêncio mais profundo&lt;br /&gt;Sob o passo do homem se tornou:&lt;br /&gt;Nem primeiro aqui houve nem segundo&lt;br /&gt;Foi Deus chamado aqui e não falou.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.4em;font-size:78%;color:#333333;"  &gt;José Saramago, &lt;em&gt;Os Poemas Possíveis&lt;/em&gt;, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Sé Velha de Coimbra" src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/SVelha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1em;font-size:78%;" &gt;© &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pbase.com/diasdosreis/image/45154432"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dias dos Reis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aqui, onde estas pedras marteladas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Testemunharam já tantas das minhas vivências, repouso hoje, Dia do Património, a existência.&lt;br /&gt;Património… a palavra convida ao exercício etimológico livre e fácil: &lt;em&gt;pater&lt;/em&gt;+&lt;em&gt;mónio&lt;/em&gt;… &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Pai Meu&lt;/span&gt;… meu ainda antes de ser &lt;em&gt;nostrum&lt;/em&gt;, que a Humanidade é um Tanto demasiado vago para poder comungar comigo este prazer de o sentir só meu… &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;propriedade privada dos &lt;em&gt;Manes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, mas ainda assim presente, ainda assim &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;raiz&lt;/span&gt; e fundação.&lt;br /&gt;Ouço-os brincar comigo em cada pedra… adivinho-lhes o quotidiano da vida, dos dias, os sussurros percorridos com os ciclos do Sol… e imagino-lhes os nomes, as feições… os batimentos cardíacos… as paixões… o móbil que os impelia no erguer de cada coluna… Represento e enterneço-me, logo ali, com os seus intentos probos, nobres, valentes, com certeza e, no entanto, tão mais efémeros que o conjunto destas pedras que lhes sobreviveram para se tornarem nossas pedras-angulares, nossos sentidos…&lt;br /&gt;E, num esgar, não são já os pretéritos que estão ali, naquele átrio, naquele jardim, naquele castelo, mas são antes &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;ecos de mim&lt;/span&gt; que ouço no olhar distante de um jovem futuro, que se sentará, como eu agora, num canto desta Praça a magicar existências passadas, ritmos vividos, sonhos calados…&lt;br /&gt;E ajoelho-me, então, perante a tranquilidade destas pedras!... Tento ver nela o espelho da esperança de uma verticalidade intocável, &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;parábola da possibilidade humana&lt;/span&gt; de resistência a todas as asperezas, perpetuação de todas as estórias que puderam testemunhar… Mas, a tentativa de Luz sai-me frustrada e não lhe resisto… sucumbo perante a crueldade de tamanha placidez, sem conseguir perceber como podem estas pedras ficar inteiras, iguais, indiferentes a tantos terramotos do Sentir já ali experienciados… como poderão os olhos do jovem futuro ver exactamente as mesmas pedras, os mesmos lugares que vejo agora, se tudo, o Mundo inteiro de ilusões que com estas mesmas pedras construí, ruiu sem piedade… sem compaixão? Como podem ser as mesmas as pedras, ficar igual o lugar, se&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Foi Deus chamado aqui e não falou&lt;/strong&gt;?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114540757566684693?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/dia-do-patrimnio.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114532346026912508</guid><pubDate>Mon, 17 Apr 2006 23:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-19T00:34:20.016+01:00</atom:updated><title>Arte in'consciente</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i72.photobucket.com/albums/i188/wiprogress/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.3em;font-size:78%;" &gt;Art Institute of Chicago II, Chicago, 1990&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;©Thomas Struth&lt;/strong&gt; (Alemanha, 1954)&lt;br /&gt;Chromogenic print; 54 x 68 3/4 in. (137.2 x 174.6 cm)&lt;br /&gt;The Art Institute of Chicago, restricted gift of Lewis Manilow&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;I felt a need to make these museum photographs because many works of art, created out of particular historical circumstances, have now become mere fetishes, like athletes or celebrities, and the original inspiration for them is fully obliterated.&lt;br /&gt;What I want to achieve with this series, which will be limited to maybe thirty photographs, is to make a statement about the original process of representing people leading to my act of making a new picture, which is in a certain way a very similar mechanism: the viewer of the works seen in the photograph finds him/herself in a space in which I, too, belong when I stand in front of the photograph.&lt;br /&gt;The photographs illuminate the connection and should lead the viewers away from regarding the works as mere fetish-objects and&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;initiate their own understanding or intervention in historical relationships.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 1.3em;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;©Thomas Struth,&lt;br /&gt;sobre a exposição que apresentou no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.moma.org/"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;The M.O.M.A.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;, em 1999&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gosto de ter com&lt;span style="color:#000000;"&gt; a &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Arte&lt;/span&gt; uma relação só minha, individual. Por isso sou amadora! Gosto de amar a arte pela Arte só, pelo objecto&lt;/span&gt; em si… para além de todos os circunstancialismos que levaram à sua produção, para além de todas as peripécias mais ou menos rocambolescas que o Destino – sempre engenhoso – engendrou para que o Génio, a Inspiração e o Tempo – trindade de todo o modo de Arte – se reunissem naquele momento único da criação artística.&lt;br /&gt;Gosto do silêncio no primeiro encontro com a Obra… gosto de sentir que sou só eu e Ela… intimidade! Gosto de me sentir invadir pelas cores, pelos sons, pelas palavras… e fundir-me nelas… num prazer quase erótico de perfeição… sublimação… como se aquela tela, aquela música, aquele texto, fossem, naquele instante, todo o Universo e todos os caminhos sinuosos da existência vã em que me passeio tivessem sido trilhados para chegar ali: ao &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;êxtase da admiração da Criação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Tenho para mim, amadora – com a consciência plena de que nenhum especialista hesitará em apontar-me o dedo-censura-certeza absoluta da relatividade: &lt;em&gt;Errada!&lt;/em&gt;, quase um &lt;em&gt;Crucifixit&lt;/em&gt; recriado – que o único momento em que a Obra de Arte o é verdadeiramente é esse do encontro imaculado – tantas vezes um instante só – em que, expurgados de qualquer indução externa, nos deparamos de súbito com Ela e, sem reservas, sem peias, sem defesas, nos deixamos invadir… fundir nela, de tal modo que já não é Ela a coisa observada, mas &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;somos nós seu objecto&lt;/span&gt;, sentidos conduzidos pelos caminhos onde o Génio nos quis levar…&lt;br /&gt;Por isso prezo tanto o não-saber, e o cultivo! Rejeito o saber das datas, dos lugares, das estórias, de todos os contextos que me condicionariam à partida o Encontro… que pre-judicariam o Momento, por me obrigarem a uma valoração concebida ainda antes da génese em mim da Obra em si... por isso fujo sempre das legendas, dos guias, das sínteses… virgem nas sensações, guardando-me para o desposamento que o Artista conseguir em mim provocar.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;E depois, Obra de Arte encontrada, Momento vivido, sentidos todos saciados na inspiração da Perfeição, gosto, então sim, de regressar à &lt;span style="color:#996633;"&gt;arte&lt;/span&gt;, ao objecto, às legendas, aos guias, às sínteses, de perceber o sentido e o lugar e o catálogo onde, nos limites do Tempo e da Geografia, o Homem quer encaixar o que não é de tempo ou lugar algum… gosto de ouvi-lo e percebê-lo, sempre confiante na minha péssima memória, que se encarregará de apagar bem depressa as datas, os nomes e os lugares, para que cada novo encontro com o objecto possa ser, pelo menos, uma réplica do encontro com a Arte.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114532346026912508?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/arte-inconsciente.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-26187235.post-114512676506837699</guid><pubDate>Sat, 15 Apr 2006 18:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-16T19:57:40.303+01:00</atom:updated><title>work in progress</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tanto ainda para percorrer e quanto caminho já esquecido!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho péssima memória. Talvez por isso, talvez pela fé inabalável na originalidade de cada ser humano, não tenho por hábito, nem sei sequer, fazer citações! Gosto de dizer o que quero, o que sinto, o que penso, por palavras minhas... &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;só me sei citar a mim própria&lt;/span&gt;... e gosto que os outros o façam também.&lt;br /&gt;Irritam-me as respostas que são dadas entre aspas. &lt;em&gt;Como vais?&lt;/em&gt;, pergunto, e respondem-me: &lt;em&gt;Como dizia Fulano&lt;/em&gt;... a partir daí já não ouço! Não quero saber o que dizia a pessoa que o meu interlocutor vai citar. O que quero é saber como vai ele, aquele corpo, aquela alma, aquela entidade única, inimitável, naquele &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;momento único e eferamente eterno&lt;/span&gt; em que lhe pergunto pelo estado de alma.&lt;br /&gt;Bem sei que é mais fácil a resposta alheia! Se for em latim melhor ainda: leva já consigo o teste de uma longevidade humanamente inalcançável – se aquele conjunto de palavras sobreviveu já tantos séculos provavelmente é porque funcionam bem naquele pacote as palavras, assim todas seguidinhas, &lt;em&gt;mutatis mutandis&lt;/em&gt;, dão para todas as ocasiões, sem riscos de grandes erros, de grandes derrapagens filosofais... Mais fácil e mais seguro do que ousar novas combinações de palavras, novos enlaces, pensamentos originais!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;não gosto de citações&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, antítese das antíteses, paradoxo fatal, gosto, num prazer que é quase obsessão, de &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;pairar e parar sobre as palavras interiores&lt;/span&gt; que adivinho nos outros. No meio da mais tumultuosa multidão ou no espaço inteiro de um café solitário partilhado apenas com o empregado, ali atrás no balcão, procuro sempre adivinhar o Mundo que existe para lá do que o limite dos sentidos me deixa observar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Não há nenhum olhar que esteja vazio por dentro.&lt;/span&gt; Uma música que seja, um breve sopro da alma... há em todo o Ser Humano uma intimidade singular, um Saber que é só seu, guardado num fundo escondido, abafado, por todas as palavras sociais, por todas as citações usuais.&lt;br /&gt;Por isso, gosto de pressentir os pensamentos alheios, para depois poder saboreá-los e evoluir com eles...&lt;br /&gt;Por vezes, nessas minhas deambulações pelo Saber que apreendo nos outros, fico a imaginar como seria o Mundo se todos os seres humanos, sentados numa mesma mesa, conseguissem despir-se de todos os quotidianos e partilhar a pureza do seu Saber. Talvez nesse momento, &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Banquete de Sapiência&lt;/span&gt;, o Ser Humano conseguisse reunir todos os pedaços do Divino que existe em cada um de nós e desvelar o que o Homem, desde que a história é História, incessantemente procura, aquilo a que uns chamam &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Utopia&lt;/span&gt; e outros &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Felicidade&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;Mas porque nas peias deste mundo circunstancial não há espaço para tão largo Banquete, o caminho para esse lugar da Felicidade, da Utopia... do que lhe quiserem chamar... será sempre tão só isso... tudo isso... um caminhar solitário feito a partir do que, pelas palavras dos outros, evoluímos em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque tenho péssima memória... porque, acima de tudo, tenho na minha memória os limites da condição humana... trilharei, a partir de hoje, esse caminho aqui, &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;diário de uma viagem interior a partir da degustação de existências externas&lt;/span&gt;, em direcção ao Lugar de todos os Sabores com a consciência de que todo o caminho nada mais será do que mero &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;work in progress&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;... sempre &lt;em&gt;in progress&lt;/em&gt;... sempre a caminho... e isso me faz andar... só isso me faz andar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26187235-114512676506837699?l=winprogress.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://winprogress.blogspot.com/2006/04/work-in-progress.html</link><author>noreply@blogger.com (Ana_P)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item></channel></rss>