Verdes Anos
O grande desafio desta Tela, o mais exigente e mais complexo de todos, é o de conseguir conservar, apesar de todas as desilusões e de todas as evidências da falta de fundamento da fé na bondade dos seres humanos, o sorriso aberto, a pureza pueril, a entrega despudorada e a capacidade ilimitada de sonhar dos verdes anos... até ao esvaecer dos dias.
Porque afinal, não há maioridade mais autêntica do que aquela que assume a vida com a simplicidade da infância.
Porque afinal, não há maioridade mais autêntica do que aquela que assume a vida com a simplicidade da infância.

6 Comentários:
«as evidências da falta de fundamento da fé na bondade dos seres humanos»
As evidências... as evidências são sempre as dos nossos olhos. E quantas vezes os nossos olhos não vêem as coisas como devem ser vistas? Quantas vezes o que hoje é evidente amanhã é duvidoso para voltar a ser uma certeza no dia seguinte?
O que move o Homem é o desejo de auto-evolução. E para isso a dúvida tem de estar sempre presente. Daí que nada seja evidente e tudo seja sempre incerto. Muito menos no que respeita ao ser humano... e no que vem a ser o "Bom" e o "Belo"...
Mas se há fé, se já houve fé nessa bondade, a fé é imortal. ETERNA.
[m.m.botelho], Quantas vezes o que hoje é evidente amanhã é duvidoso para voltar a ser uma certeza no dia seguinte?: ora aí está uma outra forma de constatar a regra da efemeridade da eternidade... regra que, como todas...
A eternidade será mesmo efémera [paradoxo!]? ou será antes uma criação humana e, portanto, finita, imperfeita, falível?
A resposta sobre essa "criação humana" dependerá sempre da forma como perspectivarmos a própria natureza humana...
ai! ai! ai!
(é só que me ocorre!!)
eu cá gosto adoro mesmo essa da simplicidade da infância que na minha tradução se lê 'quase descuidada delinquência emocional' quando a gente se vê nesta vida com a incomodidade das coisas demasiado sérias olaré
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