sexta-feira, maio 12, 2006

Narciso

Narcissus
Narcissus
Galeria Nacional de Arte Antiga, Roma, 1598-99
©Caravaggio

Era tanto tão só ele que apenas se lhe conheciam dois tipos de relações amorosas:
- aquelas que estabelecia com os reflexos de si que via nos outros e
- aquelas em que se deslumbrava com o fascínio-paixão por si que adivinhava nos olhos alheios.
...
Pobre homem, que morreu sem conhecer o Amor!

2 Comentários:

Blogger Ani disse...

Leio-te e entristece-me a tua tristeza, que imagino ser inconsolável.
Mas chora todas as lágrimas, inunda a tua vida de lágrimas, faz um mar só teu com as tuas lágrimas, e verás que o tempo te trará um mar navegável, tu um barco sulcando a tua própria tristeza, como se no teu corpo ficasse a marca d'água da dor. É assim e não poderá ser de outra forma. Sabe apenas que a vida é Maior que a dor. Não o esqueças.

(Com o tempo saberás que a maior alegria que podes ter são os teus próprios olhos, o teu corpo sensível, o Teu Tempo. Isso sim, uma dádiva.)

5:16 da tarde  
Blogger Ana_P disse...

anani, há, de facto, nas minhas palavras muito de desilusão e lágrimas... Mas não de tristeza inconsolável! Nasci com as palavras que me dizes incrustadas à essência e com a certeza que a Vida é a maior de todas as alegrias... O que custa, tão só, é contornar os icebergues de dor que nos atiram pelo caminho, mas sim, sei que o Tempo ajuda a descobrir a rota correcta!
De todo o modo, obrigada pelas tuas palavras! Sabe sempre bem ouvir/ler quem nos recorde quais as verdadeiras cores da existência!

2:21 da tarde  

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